Maha Lilah

Um jogo de Karma, Darma e Evolução espiritual

Quarta-feira 12 de Julho às 20h

Vem jogar conosco!

Precisas de trazer um objecto pessoal pequeno para te representar no jogo

(cristal, Anel, chave, pêndulo, anjo, semente, etc)

Trazer um alimento para compartilhar

Donativo recomendado: 10€
Local: Clube 1001 Estrelas Alta de Lisboa
Inscrições: Helene 964091720
Vagas limitadas, é necessário inscrição!

O Mahalīlā, jogo milenar hindu,
É para os indianos o que o tarot é para os europeus e o I Ching para os chineses:
uma descrição dos estados e as situações pelas quais circula o homem
no processo de crescer através da vida.

  • O objetivo do jogo é chegar na Consciência Cósmica (vaikuntha loka), à casa 68
  • Lançar os dados simboliza a influência do caos em uma existência que nem sempre acontece dentro de uma sequência lógica. Cada casa tem um nome e corresponde a um nível de consciência no processo do autoconhecimento.
  • Os nomes das casas levam o jogador a meditar sobre o conceito por trás da palavra e a familiarizar-se com a metafísica como veículo para o autoconhecimento.
  • O objeto pessoal é o “peão” que simbolizará cada jogador. Deve ser de preferência algo que o praticante utiliza normalmente, como um anel ou chave, e deve ser de um tamanho adequado para que se marque a casa onde está.

Sobre o Maha Lilah

O Maha Lilah hoje tem a finalidade de resgatar a autoconsciência nas pessoas para que cada um volte a brilhar em Consciência Plena da sua história aqui na Terra.

Maha Lilah, Leela ou simplesmente Lila é uma prática que provém de cultura védica e seu nome original é Gyan Chaupad (Gyan = conhecimento: Chaupad = jogo de dado), e é conhecido também como o jogo do autoconhecimento, ou Grande Jogo.

Seu propósito é ajudar o jogador a obter a habilidade para ser um melhor “jogador” em todos os sentidos. Uma vez dentro do jogo, uma vez assumida a identidade pessoal, ouvindo a essência de que és um jogador, jogo e seus movimentos são decididos pelo karma.

Uma Lenda

Quando os Rishis perceberam que não havia mais campo fértil para semear a Verdade e o Autoconhecimento, decidiram partir para o isolamento das montanhas Kailash, onde o vento frio afastava os curiosos. Com isso teriam a tranquilidade para criar o Jogo da Vida. A sincronicidade entre as casas e seus números e a coerência dos conceitos estabelecidos no jogo foi um trabalho difícil. Ninguém sabe quanto tempo demorou para que o grupo de 8 homens criasse o Maha Lilah.

Ao término do trabalho, os Rishis saíram, cada um numa direção diferente, para propagarem a nova arte pelo caminho… Supostamente, desde então, o Maha Lilah tem sido transmitido de pessoa para pessoa, com o intuito de despertar cada ser humano que estiver disponível para ser autoconsciente de sua própria história como ser humano.

Enrolados em pergaminhos, os primeiros jogos só tinham impressos os desenhos e o quadriculado do tabuleiro, para não chamar muita atenção, pois Gyan Chaupad não poderia ser descoberto pelos líderes religiosos da época, pois seria sua completa destruição.

Disfarçados de jardineiro, camponês, pastor, ator, palhaço, dançarino, marceneiro e carpinteiro, os primeiros divulgadores do Maha Lilah passavam os ensinamentos através de cânticos populares da época conhecidos por shlokas, que eram cânticos antigos que se referiam a natureza humana. E os Rishis cantavam e dançavam com o povo do caminho e sempre havia, pelo menos um, que se interessava em aprender a nova arte.

Os anos se passaram e o Maha Lilah chegou ao Ocidente. Os povos nômades já haviam diminuído consideravelmente; muitos homens e mulheres que tinham suas vidas livres para ir e vir, se domesticavam em comunidades e se acomodavam na segurança de trabalhar para alguém em troca de algo que garantisse sua sobrevivência. O mundo estava se civilizando e se tornando capitalista. Alguns enriqueciam às custas do trabalho de outros e assim é até os dias atuais. As pessoas, em sua maioria, perderam o brilho e o êxtase de viver cada dia. A liberdade necessária para ser feliz está nas mãos de poucos, e estes normalmente sentem medo… E a cada dia nos desconectamos da natureza em troca de uma rotina programada onde a espontaneidade de cada um se limita a apenas alguns momentos do dia… Ou não.

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