heart_shaped_bulb_by_xMissTakeO que é necessário entender nos padrões, é que há uma lei que constatei
– testará na sua vida, para ver se é verdade –
uma lei que faz com que se exprime sempre o contrário daquilo que temos em nós.
Aqui o que descrevo é uma caricatura, mas para o pôr em prática e discernir no dia-a-dia não é evidente.
Se num ser humano o Mais é manifesto – isto é o lado positivo – o que é imprimido no subconsciente é o lado negativo.
Aqui estamos no bem e no mal, pois o mais e o menos são os dois fios da lâmpada que são contíguos e permitem à luz passar para iluminar. Se suprimirmos um destes dois fios, já não há luz.
É por isso que mesmo na doença, se a afastarmos impedimos a cura; se afastarmos os delinquentes, impedimos a cura; se afastarmos a droga, alimentamo-la; se interviermos num conflito, como a Jugoslávia, alimentamo-lo, porque impedimos a harmonia, impedimos o acoplamento, a fusão entre o mais e o menos. É um acoplamento a três, não a dois, aqui está o problema. Em electricidade, se os fios mais e menos se tocarem, o quadro vai abaixo: é a guerra, o conflito, a disputa.
Se os fizermos aproximar-se e que eles se olhem, em Deus, criamos o três, e então a luz passa e ocorre a cura. Nesse momento, o bem e o mal, o mais e o menos tornam-se motores do equilibrista sobre a corda bamba. Mas se ele se inclina à esquerda para o mal, ou à direita para o bem, ele “parte-se todo”.
Há uma frase nos Diálogos Com O Anjo que fiz minha que diz: “O que destrói o mundo é o querer fazer bem.” Era necessário que passássemos por isso, mas agora aprendemos a sair disso e a desapegar.
Assim, os seres humanos exprimem frequentemente o contrário do que têm no seu subconsciente. Vamos tomar exemplos muito exagerados. Por exemplo alguém que exprime a generosidade, que está sempre pronto para levar o vosso saco, a dar-vos dinheiro quando vos faz falta, sempre pronto a perguntar: “está tudo bem? Estás bem? Eu vou cuidar-te, e tratar de ti…” Asseguro-vos que ele tem o padrão contrário à generosidade nas suas memórias celulares. Sim, é difícil admiti-lo. Mas uma pessoa que reuniu estas duas expressões contrárias já não age desta maneira. Ela espera pelo pedido, senão a ajuda pode ser uma atrofia para o outro. É o nadador salvador que está sempre a atirar a sua bóia. Há uma tomada de poder e até mesmo uma sucção. Muitas vezes, estas pessoas sugam a energia do outro, porque elas querem algures que os outros lhes tenham uma veneração, uma imagem que elas querem dar delas mesmas, que as lisonjeia. Mas uma imagem é uma mentira que fabricamos, uma mentira publicitária para ser bem visto pelos outros.
Se o outro não ousa pedir, isso quer dizer que ele nos mostra que há em nós um certo orgulho. Trabalhamos então em nós. Parto do princípio que um veículo humano, um ser humano, é como um projector de cinema, e que nesse projector há memórias, há uma bobine de filme que gira, e que esse projector psico-afectivo projecta o seu filme na tela ao seu redor. Então, o que sempre fizemos, foi tentar dar socos no filme, porque há um actor que tem má cara. Tentamos demoli-lo, ou vamos a tribunal, defendemo-nos, ou então dizemos que não é verdade, que é falso, etc. Como é difícil e cansativo, por vezes mudamos de cinema. Mas por falta de sorte, calha- nos o mesmo filme mas com outros actores. É muitas vezes assim. Só têm de reparar no número de mulheres que deixam um marido alcoólico e violento, e se apaixonam pelo mesmo género de homem.

Por vezes, é traiçoeiro, porque podemos apaixonar-nos por uma pessoa que exprime o inverso. Mas se ela exprime o inverso, quer dizer que tem o outro lado também; ela tem os dois porque não se pode ter um sem o outro. O hiper generoso, tem o avarento nele, do outro lado. Já vi pessoas extremamente avarentas, que não compram um quilo de maçãs se estiver um franco mais caro, mas que compram um iate quando vão a St. Tropez, porque aí, o cata-vento virou-se. Este último vira-se conforme as situações que favorecem a manutenção do Ego.
O importante é reconhecer que temos isso em nós. Hoje fui comer ao restaurante com amigos, que me contaram coisas que me vão fazer crescer, porque eles são partes de mim, são o meu filme. Então esta noite, amanhã, no dia seguinte, vou começar a reflectir sobre isso tudo, sentir e compreender o que há em mim que eles me mostraram, e que vou poder melhorar graças a eles. E por isso eles são guiados por Deus. Mas aquele que virá bater-me, ou roubar o meu porta- moedas, ele também é guiado por Deus, pela vida que há nele, é instintivo. Contudo os ladrões, nas cidades, não roubam qualquer um, eles têm “feeling”. É o mesmo em todo o lado.

Então, como funciona? Quando comecei a fazer este trabalho, a partir de 1986, fui crescendo progressivamente no discernimento. Mas era demorado. Quando tinha tomado consciência de um padrão em mim, e o tinha aceite, era preciso tempo para o acolher e, por vezes, entre a cabeça e o coração não há mais do que alguns centímetros, mas pode levar um ano. Uma vez o padrão acolhido, o tempo que leva para se integrar ao nível celular e para que os resultados sejam manifestados no exterior, pode ser preciso esperar seis meses ou um ano. Agora, com a água diamante e a aceleração vibratória que há sobre todo o planeta, tudo anda mais rápido. Não é toda a gente que faz este trabalho, não são as massas, mas mesmo que haja só um em cem que o faça, ajuda todo o mundo, porque asseguro-vos que a potência da desprogramação celular é incrível, mesmo em caso de adversidade. Podem ter vadios com facas à vossa frente, se virem Deus neles porque já descodificaram esta memória, eles baixam as armas, dão-lhes um aperto de mão e partem. O que vos conto aqui, é vivido, vivi-o sem reagir. É preciso desapegar-se de tudo claro, do medo de morrer.

In “Água Diamante uma Consciência” de Joël Ducatillon

Mais sobre Água Diamante e PMT

Categories: Artigos

%d bloggers like this: