Mars_Landing_by_aherminComo ver Deus no outro? É uma palavra, Deus, é o Princípio da vida. Faz-se à medida que retiramos as camadas em nós. Em mim, actualmente, encontrei 1200 padrões, que não estão todos transformados, e claro este trabalho fez-se em 8 ou 10 anos. Não vale a pena fazer disto um método, algo de rígido, de duro e de austero. É preciso que seja um jogo, que se torne um jogo, e à medida que vão compreendendo estas coisas em vós, o vosso amor vai crescer para com toda a gente. Haverá mais e mais compaixão e não-reacção. Porque, para mim, a reacção, é o ressalto de um evento numa parte cristalizada do ego que não consegue integrá-lo. Por exemplo, se eu atirar com uma bola à parede, ela volta para mim. Porque volta ela? Porque a parede é da mesma frequência que a bola, não a consegue integrar. Como não a consegue integrar há uma falta de amor, então ela devolve-me a bola. Então, projectamos, dizemos: “foi por causa dela que perdi a minha noiva”, ou “foi por causa dela que perdi o meu emprego”, ou “ela insultou-me”. Falamos sempre do tu ou do ele, mas nunca de nós. É um reflexo que não é fácil ganhar porque temos o nosso pequeno orgulho no nosso interior que não está muito feliz com isso tudo.
Há uma frase de El Morya¹ da qual gosto muito, e que tinha colocado à frente da minha cama durante um tempo para a integrar, porque ainda não era natural, o meu coração não estava aberto: “O que é que não gosto de mim no outro?” Qual é a parte de mim que não me agrada no que o outro exprime? E, a partir daí, começamos a abrir o coração e a compreender que todos os comportamentos ao nosso redor, ou mesmo uma situação ou um evento, tal como o acidente de carro onde partimos uma perna, ou uma casa que arde ou coisas deste género, todos os eventos tornam-se então um presente – até a doença.

Tomem o exemplo de uma criancinha, que ainda não está formatada pela escola, nem pelo sistema de conduta moral e social que ela por enquanto ainda não é obrigada a ter, no nosso sistema. Ela reage. Tem vontade de ter um ataque de raiva: tem um acesso de raiva, e dois minutos depois vem dar um beijinho, está esquecido. Se lhe impusermos uma conduta moral: “Não, não podes fazer uma birra à frente da “titi não-sei-das-quantas”, porque esperamos a sua herança, e nunca se sabe”, esta criança vai obstipar a sua reacção; e, nesse momento, vai começar a criar um tumor emocional, e esse tumor vai mais tarde influenciar os seus comportamentos, as suas escolhas de parceiro amoroso, ela vai talvez gaguejar… todos vivemos isso, sobretudo as gerações mais idosas: precisávamos de ter uma moralidade, e uma conduta no bem e no mal. Mas agora nós já passámos desta consciência do bem e do mal à consciência da Árvore da Vida.
Na consciência da Árvore da Vida, nós aprendemos a gerir estas reacções. Se não as conseguimos controlar, ou aceitar e acolher, reagimos, temos uma acesso de raiva, tentamos não a projectar no outro. Depois da crise reaccional, convém consciencializar a parte de nós que reagiu, afim de não reactivar mais a mesma situação.
Vou dar-vos o exemplo do meu pai, porque falar de si é muitas vezes o que há de mais acertado. O meu pai é um homem que é muito fino, sente as energias, mas é duro a nível da cabeça. Nunca lhe vi uma lágrima nos olhos, é mesmo estóico. Mas no fundo, ele é a criança, a criança traumatizada. Foi prisioneiro num campo de concentração, tinha perdido a sua mãe com 10 anos – estão a ver o tipo de infância que ele teve, com um pai negligente e dois irmãos mais velhos dos quais ele lavava as cuecas. Mesmo estando na escola, passava a ferro e lavava. Muitos nessa geração conheceram este tipo de situações, com as guerras. É um homem que, à medida que progredi na minha evolução, na minha descodificação interior, ele próprio, ao mesmo tempo lia livros tais como Diálogos Com O Anjo². É então aberto a tudo isso, sabendo ao mesmo tempo que não conseguia transformar-se, por ser demasiado idoso, ele próprio o dizia, será noutra vida. No mês de Março de 1993, caiu brutalmente num coma durante 3 semanas. Aí viveu viagens astrais, foi às estrelas, veio ver-me onde eu estava. Depois de retomar a consciência esteve 4 meses no hospital, e quando regressou tinha perdido esse estoicismo completamente, era muito mais criança, mais natural, muito mais no emocional, tudo o que ele se tinha recusado a exprimir por causa da sua educação. Mas isso foi necessário para que ele quebrasse, tal era a sua dureza.
São presentes. Por vezes, temos um acidente de carro que nos vai abanar, mesmo que não fiquemos feridos, bem, no meu entender é para quebrar alguma coisa. Um dia levei com um corta-relva ligado em cima do pé esquerdo, que raspou metade do dedo do pé, e isso mudou as energias nos meus 3 primeiros chacras, porque não seria capaz de mudá-los sozinho, mesmo que tivesse aceite e compreendido. Mas nessa época não havia água diamante. E o objectivo da água diamante, é o de transformar as energias primeiro na carne, para que depois elas se transformem a nível etérico, astral, mental e causal. Enquanto que com as técnicas do tipo quinesiologia, reiki, etc. se faz o trabalho inverso, o que também está bem. Por vezes, fazer os dois é formidável. Mas é quando há a transformação a nível do físico que vem a prova da iniciação e do sofrimento. Todos os iniciados que viveram provas muito duras de ascetismo, o fizeram para mudar a carne.
Mas se mudarmos a carne primeiro, um pouco, não tudo, mesmo com água diamante somos obrigados a levar uma estalada quando temos padrões muito antigos, porque estão demasiado fossilizados, mas isso ameniza a prova. Isto vi-o eu, depois de 15 meses da existência água diamante, sofro muito menos do que antes durante as minhas transformações interiores.

In “Água Diamante uma Consciência” de Joël Ducatillon

Mais sobre Água Diamante e PMT

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¹ El Morya por Leila Cheilabi – Edições CLEDA
² Diálogos Com o Anjo – Gitta Mallasz

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